sábado, 23 de janeiro de 2010

Aniversário de 100 anos da vovó Ica: texto lido na missa


Um século é pouco

Quando ela nasceu, muita coisa ainda não havia se passado nesse mundo. Eventos que iriam mudar os rumos da humanidade. Primeira e Segunda Guerra Mundial, invenção da TV, Ditadura, Queda do Muro de Berlim, surgimento da internet, do celular, 11 de Setembro, Aquecimento Global, Lula para presidente. Ao olharmos para todos esses acontecimentos históricos é que nos damos conta de quanta vida se passa em 100 anos. Quantas coisas prosaicas ou grandiosas podem transcorrer nesse tempo. Um século.

E olha que o que não é grandioso para o mundo pode ser grandioso para a gente. Causos do chalé. Quadro de São João Batista na sala anos a fio. Retrato antigo de família que nunca cansamos de folhear na pasta catálogo. Doce de mamão verde, biscoito de queijo com raspa de limão, pelota de carne, broa de rapadura. “Menino, come mais um pouco, cê tá muito magro”. Casa cheia, televisão que chia, abre e fecha de janelas. Mora aqui, mora ali, mora acolá – sem sair da mesma cidade. Reza um terço. Benze por telefone e cura todo mundo. Dorme sentada. “Vó, vai dormir na cama”. “Não estou dormindo não, estou só descansando os olhos”. Assusta com o barulho do foguete, mas garante que não tem medo de fantasma. Teve um tempo que até contava história de assombração. Difícil era depois dormir. Passado tudo isso, ainda escolhe um sapato de salto para vir a sua festa de 100 anos.

Sua vida pode não ter transformado a história, como a revolução feminista, o avanço da ciência ou a ascensão da China. Mas foi crucial para essa pequena fração da humanidade formada por cada um de nós que está presente aqui hoje. Afinal, todos nós: filhos, netos e bisnetos viemos da vovó Ica. Seus genes estão em nossas células, suas histórias em nossa memória. Rostos, olhos, mãos e manias que passaram de geração em geração – e conquistaram outras pessoas, que aumentaram a família e agora também têm algo da vovó Ica. Assim como os que estão para nascer, para dar continuidade a tudo isso. Pois essa não é uma história de cem anos. É uma história sem fim.

(na foto, Priscilla, neta de dona Ica, filha de Francisco e Catarina).



Aguarde postagens do aniversário 100 anos D. Ica

Logo estaremos postando as fotos.
Abraços,
Maria Angélica

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cem anos de vida - Fotos




Começamos a postar fotos do aniversário da mamãe: Maria Angélica Rodrigues ( Ica).
Estas fotos foram feitas pelo Pedro Henrique, bisneto de 4 anos que brincou com a câmera da avó: Maria Angélica.
1 - Anelise e Joana
2 - Dedo (do Tenente), Antônio Custódio e Maria Angélica (Bilá)
3 - Salão ainda vazio 4- Incomodada com o barulho a aniversariante quis voltar para casa. e como ela quase sempre faz é o que quer, família e o fotógrafo João Bosco saíram para as fotos fora do salão. rs.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quando o carnaval se aproximava, já preparávamos a casa. Éramos tantos e todos querendo ficar juntos que o chalé se transformava. Belas lembranças temos desses anos... que bom que foram registrados e podemos ver as fotos!

quarta-feira, 29 de julho de 2009




Foto da família em 1954. Em ordem de idade, os que identifico: Adultos: tia Tereza, Célia da D. Biluca, Santos e Helena Adolescentes:Cléa com Francisco no colo, Leonor Tavares ( loura), Quem souber mais nomes, avise-nos. Crianças: Antônio Rodrigues (garrancho) - calça branca e suspensório.Milagre! Está calçado!!!; Leleza - inconfundível! Maria Angélica ( do Juca), de vermelho, Eduardo Tavares, logo atrás, de terno escuro; também de terno, gravata e lenço ou flor na lapela, será o Robson, neto da D. Biluca? À frente da Leleza está o João Rodrigues (do Juca) de calça branca curta, olhando para o lado. Na ponta à direita é o Antônio da tia Zadir?